10/06/2014 às 09h25m
Esposa do médico Artur Eugênio detalha conturbado relacionamento do médico com suspeito
Os advogados ainda detalharam as Carla Azevedo discorreu sobre as divergências profissionais tanto no Real Hospital Português quanto no Hospital das Clínicas

A esposa do cirurgião torácico Artur Eugênio, de 36 anos, assassinado em maio passado, a também médica, Carla Azevedo, convocou uma coletiva de imprensa, na tarde desta segunda-feira (09), para desabafar. No escritório dos advogados Ademar Rigueira e Daniel Lima, em Parnamirim, na Zona Norte do Recife, ela destrinchou o conturbado relacionamento entre o marido e um dos suspeitos do assassinato, o cirurgião Cláudio Amargo Gomes Júnior, preso na última semana. Os advogados ainda detalharam as imagens, em poder da polícia, que revelam a perseguição do outro suspeito, Cláudio Amaro Gomes Júnior, também detido, à vítima.
Carla Azevedo discorreu sobre as divergências profissionais tanto no Real Hospital Português quanto no Hospital das Clínicas, da Universidade Federal de Pernambuco, onde Artur era aluno de Cláudio. "Ele estava fazendo estágio, no período probatório, e se queixava de que sempre era reprovado por Cláudio em todas as avaliações. Já tinha dito, inclusive, que, quando fosse contratado, pediria uma licença especial", contou. Por conta das últimas notas baixas, Artur teria até entrado com um processo administrativo contra o professor. "Ele também reclamava muito das condições de trabalho. Falta de materiais, excesso de afazeres e pouco corpo efetivo. Cláudio sempre fazia pouco caso e não lutava para melhorar a situação dos especialistas de lá", continuou. "Ele já estava desestimulado".
Sobre a experiência no Real Hospital Português, onde os dois trabalharam, ela disse que Artur pediu para deixar a equipe de Cláudio em 2011 e com mais três sócios, criou um novo grupo de trabalho. "Meu marido não concordava com Cláudio", explicou.
Imagens
os advogados Ademar Rigueiro e Daniel Lima ainda detalharam as imagens que provam a participação do filho do cirurgião Cláudio, o bacharel em direito Cláudio Gomes Júnior no assassinato. Às 18h, Júnior aparece no estacionamento do Hospital do Câncer de Pernambuco, no bairro de Santo Amaro. Há informações de que ele ainda teria estado no RHP, embora não se tenha gravações que mostram isso, e, à noite, quando ele chega em um Celta de cor preta com mais dois homens na porta do prédio em que Artur Eugênio morava. Os homens descem do veículo para abordar o médico no carro dele e Júnior segue os três em seu carro.
Relembre o caso
Artur Eugênio foi encontrado morto na noite da segunda-feira, dia 12 de maio, às margens da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes. O carro foi localizado um dia depois, no dia 13, carbonizado, no bairro da Guabiraba, Recife.
As informações são do Diário de Pernambuco
Foto: Wagner Oliveira/DP/D.A Press


