Vem para ubafibra | Ubannet (81) 3631-5600

10/06/2014 às 09h00m

Médico suspeito de planejar morte de cirurgião Artur Eugênio tem habeas corpus negado

Preso em 3 de junho, Cláudio Amaro Gomes está no Cotel, Grande Recife. Decisão foi do desembargador Marco Maggi; Defesa pode recorrer ao TJPE

O médico Cláudio Amaro Gomes, suspeito de envolvimento com o assassinato do cirurgião Artur Eugênio de Azevedo Pereira, teve o pedido de habeas corpus negado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Ele foi detido no último dia 3 de junho e está no Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, Grande Recife. A decisão foi do desembargador Marco Maggi. Os advogados do médico ainda podem recorrer à 4ª Câmara Criminal da Justiça estadual.

A defesa de Cláudio Gomes já havia solicitado, na última quinta (5), a revogação da prisão dele na 1ª Vara do Tribunal do Júri de Jaboatão dos Guararapes. O pedido ainda não foi analisado pela juíza Inês Maria de Albuquerque, informou a assessoria de comunicação do TJPE. A reportagem entrou em contato, mas não conseguiu falar com os advogados do médico.

O filho do médico, o bacharel em direito Cláudio Amaro Gomes Júnior, também foi detido pela Polícia Civil. Ele é suspeito de participar da execução de Artur Eugênio. Segundo as investigações, desavenças profissionais teriam motivado o crime. O caso é conduzido pelo delegado Guilherme Caraciolo. Ele está a procurar de outros dois homens suspeitos de participar do homicídio. Quem tiver informações que possam levar a prisão dos homens pode entrar em contato com a Polícia Civil pelo Disque-Denúncia. O serviço atende pelo telefone (81) 3421-9595. O anonimato é garantido.

O médico Cláudio Gomes foi preso em casa, em Boa Viagem (Zona Sul do Recife), e o filho dele, em um restaurante na Encruzilhada, Zona Norte da capital. Um revólver calibre 38 sem registro foi apreendido com Cláudio Júnior e passará por perícia no Instituto de Criminalística (IC), para saber se a arma foi utilizada na execução do cirurgião. O universitário não apresentava porte de arma. Aos policiais, ele explicou que estava andando armado porque estaria sofrendo ameaças. Segundo a Polícia Civil, o bacharel em direito já respondeu a um processo por porte ilegal de arma, em 1997, na Justiça do Rio de Janeiro.

Cláudio e o filho estão em um pavilhão especial do Cotel, reservado para policiais e portadores de diploma suspeitos de diversos crimes. Eles têm direito a receber visitas de familiares, que ocorrem aos sábados e domingos, assim como os demais detentos. Os dois devem responder por sequestro, homicídio duplamente qualificado, roubo e associação criminosa.

As informações são do G1 PE

Outras notícias