GB Bateiras Auto Elétrica e Mecânica. Em Timbaúba (81)3631-0979 e Carpina (81)3621-3762
Vem para ubafibra | Ubannet (81) 3631-5600

04/01/2017 às 10h28m - Atualizado em 04/01/2017 às 10h35m

Parentes de PMs e bombeiros fazem marcha no Centro do Recife para reivindicar direitos desses profissionais

Participantes do ato caminharam da Praça do Derby até o Palácio do Campo das Princesas, onde uma comissão se reuniu com o chefe da Casa Militar para entregar abaixo-assinado.

Parentes de PMs e bombeiros protestaram no Centro do Recife nesta terça-feira (3)
As informações são do G1 PE - Foto: Foto: Marina Meireles/G1

Parentes de policiais e bombeiros militares de Pernambuco fizeram, nesta terça-feira (3), um ato para reivindicar os direitos dos trabalhadores dentro dos batalhões. Após se concentrar na Praça do Derby, no centro do Recife, desde às 14h, o grupo saiu em caminhada rumo ao Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, por volta das 16h. De acordo com a organização do evento, 3 mil pessoas participaram da chamada Marcha da Família.

A passeata causou retenções no trânsito na Avenida Carlos de Lima Cavalcanti e, na Avenida Conde da Boa Vista, interrompeu o trafégo no sentido cidade. No trecho, orientadores da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) auxiliaram motoristas e motociclistas. Por volta das 17h30, quando o grupo chegou à Ponte Duarte Coelho, motoristas de ônibus desligaram os motores e passageiros desceram dos coletivos devido ao protesto.

Por volta das 18h, uma comissão formada por quatro mulheres e um advogado foi recebida pelo chefe da Casa Militar, Eduardo Pereira, para uma reunião. O grupo levou um abaixo-assinado para representar as reivindicações dos parentes dos policiais e bombeiros militares do estado.

De acordo com uma das organizadoras do ato, Jane Leite, o ato é uma forma de protestar contra abusos que acontecem na Polícia Militar. "Os policiais são, muitas vezes, humilhados durante o trabalho e chegam em casa com essa carga de nervosismo. Essa violência que acontece nos quartéis gera mais violência ainda no ambiente doméstico", reclama.

Ainda segundo Jane Leite, a realocação de alguns dos profissionais da PM para batalhões em outras cidades também é um dos motivos da manifestação. "Isso desestrutura totalmente a família", afirma. A representante do grupo ainda fez queixas sobre o uso de munições e coletes vencidos pelos militares.

Durante a caminhada, algumas das mulheres citaram casos de violência contra os maridos, pais e demais familiares que participam das tropas. "Muitos dos nossos filhos ficam órfãos e muitas de nós ficamos viúvas, e o governo não pensa nesses trabalhadores", frisou uma das integrantes da caminhada. O grupo também criticou o governador Paulo Câmara e pediu a saída do governo estadual.

Presente no ato, o presidente da Associação Pernambucana de Cabos e Soldados Militares (ACS-PE), Albérisson Carlos, reforçou a manutenção da Operação Padrão, deflagrada desde 7 de dezembro. "O governo está intransigente nas negociações. Amanhã vai acontecer uma reunião com os comandos, mas nenhuma das associações foi convocada para esse encontro", reclamou.

Comentários

Comentário pelo Facebok
Outros comentário

Outras notícias