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06/01/2021 às 15h07m - Atualizado em 06/01/2021 às 21h19m

Família da Paraíba enterra corpo achando que era de parente e depois descobre que ela está viva

Hospital fez a confusão por conta de pacientes com o mesmo nome.

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Uma família da cidade de Santa Cruz, no Sertão da Paraíba, descobriu, um dia após o sepultamento, que enterrou um mulher por engano, acreditando ser uma integrante da família, após receber o corpo do hospital. As informações foram divulgadas pela TV Paraíba.

Segundo o relato da família, acreditava-se que a idosa havia morrido por Covid-19 e, por isso, o corpo não passou por reconhecimento e foi enterrado com caixão lacrado. No entanto, a parente estava viva e o corpo enterrado era de outra mulher que tinha o mesmo nome dela. A troca da identificação das pacientes foi confirmada pela direção do Hospital Regional de Piancó, também no Sertão.

A direção do hospital informou que ao identificar o erro, as medidas foram tomadas para reparação e que também havia sido prestada assistência jurídica às famílias. “infelizmente aconteceu um erro humano, onde o profissional trocou a identificação do paciente”, afirmou a diretora do hospital, Ines Remígio, ao portal G1.

A idosa que está viva é Maria França de Andrade, de 76 anos, natural do município de Santa Cruz. Ela foi diagnosticada com Covid-19 em dezembro e, no dia 24 do mesmo mês, internada em Piancó. Cinco dias depois, a família recebeu a notícia de que a idosa não resistiu e morreu.

A família chegou a enterrar o corpo que recebeu do hospital, mas no outro dia recebeu uma ligação da instituição solicitando uma conversa pessoalmente com os parentes da idosa. Ao chegar ao local, a família foi informada sobre a troca de corpos. O hospital disse à família que o engano aconteceu porque a pessoa que morreu tem o mesmo nome da idosa que está viva. Após a confusão, Maria França recebeu alta e já está em casa.

“Foi um abalo muito grande para a família e eu quero aqui dizer que sirva de orientação, que quando for fazer um procedimento desse, que preste mais atenção. Do jeito que aconteceu com nossa família, pode acontecer com outra pessoa”, disse Vigílio Silva, neto da paciente.

Ainda de acordo com a família, após a troca, o hospital buscou ajuda da Justiça para exumar o corpo enterrado. Eles também afirmaram que já procuraram um advogado e que vão entrar com ação na Justiça.

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