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18/02/2019 às 21h30m - Atualizado em 19/02/2019 às 07h03m

Bolsonaro demite o ministro Gustavo Bebianno

Bebianno é o primeiro ministro a deixar o governo de Jair Bolsonaro, ele caiu após polêmica dos candidatos laranjas do PSL

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O governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou na noite desta segunda-feira, 18, a demissão do ministro da Secretaria-Geral, Gustavo Bebianno (PSL). A informação foi dada pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. A expectativa é de que o general da reserva Floriano Peixoto deva assumir o cargo deixado.

Em nota, lida pelo porta-voz, Bolsonaro agradece a “dedicação” de Bebianno enquanto esteve no cargo, desejando ainda “sucesso” ao agora ex-ministro.

Primeiro ministro a deixar o governo federal, Bebianno há dias está envolvido em polêmica sobre o esquema de candidatos laranjas do PSL, revelado pela Folha de S. Paulo. Ele presidiu a sigla nacionalmente durante janeiro e outubro de 2018, sendo ainda um dos principais coordenadores da campanha de Bolsonaro.

De acordo com o jornal, o PSL (partido do presidente) repassou R$ 400 mil a uma candidata a deputada federal de Pernambuco, que recebeu 274 votos. Segundo o jornal, o repasse teria sido feito quatro dias antes das eleições.

O ex-ministro negou qualquer irregularidade, informando que, por ser o presidente nacional do PSL, não teria sido o responsável por fazer a divisão do dinheiro do partido aos candidatos. A decisão ficou com os diretórios estaduais, defendeu-se Bebianno.

Durante o fim de semana, alas civis e militares que compõem o Governo Federal especularam que a demissão deveria ser anunciada nesta segunda. Mais cedo, o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, confirmou a informação da demissão de Bebianno. “De hoje não passa”, declarou.

O ex-ministro envolveu-se também em polêmica com Carlos Bolsonaro, vereador do Rio de Janeiro e filho do presidente. Enquanto tentava minimizar a crise pela qual estava no centro, Bebianno chegou a ter declarações contraditas por Carlos. Segundo interlocutores do governo, com a saída confirmada, Bebianno poderá expôr situações de Carlos, inclusive com consequências para o pai.

Responsável por levar Bolsonaro ao PSL, Bebianno era considerado um dos homens de confiança do presidente. Após o pleito do ano passado, Bebianno deixou o posto e foi escolhido para assumir a Secretaria-Geral da Presidência, ministério com gabinete no Palácio do Planalto.

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