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12/03/2020 às 04h45m - Atualizado em 12/03/2020 às 07h09m

Novo coronavírus: mais grave do que se pensa

Com o status de pandemia, aumentam incertezas que despontam diante do potencial de expansão da doença, das suas complicações para a saúde das populações e dos impactos socioeconômicos

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Ao declarar pandemia de coronavírus, a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde alegam que o status não muda o que as autoridades devem fazer para ‘detectar, proteger, tratar e reduzir a transmissão’ do novo coronavírus. Ok, mas algo também não se altera: o nível de incertezas que despontam diante do potencial de expansão internacional e nacional da doença, das suas complicações para a saúde das populações e dos impactos socioeconômicos.

A leitura que fazemos remete a 2015, ano em que o Brasil enfrentou um surto de zika – aquela que inicialmente foi considerada “prima boazinha da dengue” por apresentar sintomas que eram considerados brandos. De uma hora para outra, tudo mudou: veio a microcefalia e se ficou estabelecida a sua relação causal com zika. De benigno, o zika se transformou em cruel. Nesta quarta-feira (11), com elevação à categoria de pandemia de Covid-19 (sigla para a doença causada pelo novo coronavírus), já se começou a reanalisar a gravidade dessa infecção, especialmente quando comparada à gripe.

Ainda que tenham sintomas semelhantes como tosse e febre, Covid-19 e influenza passam a ter as suas diferenças na berlinda, o que tem causada incertezas sobre a pandemia. Na França, pesquisadores e autoridades sanitárias iniciam um alerta contra a crença de que o novo coronavírus se parece com a gripe. Covid-19, então, já entraria em observação como mais grave. Segundo os números mundiais, o novo coronavírus tem taxa de mortalidade estimada em 3,5% – e isso difere entre os países que têm registrado casos. Covid-19 também é mais complicada que a gripe sazonal, que mata um paciente infectado a cada mil casos (0,1% de taxa de mortalidade), e o H1N1, que tem esse índice menor do que 1%, segundo epidemiologistas.

Em entrevista publicada no início deste mês, neste JC, o médico virologista Ernesto Marques, professor de doenças infecciosas da Universidade de Pittsburgh (EUA) e pesquisador da Fiocruz Pernambuco, já havia adiantado que a OMS estava em via de declarar pandemia de coronavírus. Ele já se baseava no preceito de que a transmissão sustentada, em múltiplos continentes, seria algo relevante para reconhecer que a doença epidêmica, iniciada na China em dezembro de 2019, estava amplamente difundida.

A questão agora é responder dúvidas que só se multiplicam. Mudam os planos de contenção dos Estados e das instituições de saúde pública? E se o novo coronavírus se expandir ainda mais pelo Brasil e começar a ter transmissão comunitária, o que será feito? Escolas fecharão as portas? É para se pensar quarentena? É essencial a transparência para a população sobre o que potencialmente pode ser feito em cada nível de contigência, por que e como essas ações de contenção funcionam. A clareza se faz extremamente necessária porque ajuda a fazer com que a sociedade reaja com mais tranquilidade e menos temor a um possível cenário em que o cerco ainda mais se fechar.

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