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24/03/2026 às 21h54m - Atualizado em 24/03/2026 às 23h28m

Empresário mata ex-companheira e tira a própria vida dentro de apartamento no Recife

Isabel Cristina era natural de Campina Grande, na Paraíba, e tinha uma filha de três anos com o empresário Silvio Souza Silva, principal suspeito do feminicídio.

feminicidio_no_condominio_em_boa_viagemIsabel Cristina era natural de Campina Grande, na Paraíba, e tinha uma filha de três anos com o empresário Silvio Souza Silva, principal suspeito do feminicídio. (Foto: Reprodução / Redes sociais)

Um empresário de 48 anos matou a tiros a ex-companheira, de 22 anos, dentro de um apartamento no conjunto residencial Le Parc, no bairro da Imbiribeira, na Zona Sul do Recife. Após o feminicídio da estudante Isabel Cristina Oliveira dos Santos, Silvio Souza Silva tirou a própria vida no mesmo local.

Além de ser diretor-geral da empresa Aluvid Esquadrias de Alumínio, com sede no bairro de Passarinho, na Zona Norte do Recife, Silvio Souza foi cantor de brega romântico e era conhecido pelo nome artístico Dom Silver.

De acordo com o boletim de ocorrência do crime, ao qual o g1 teve acesso, o caso foi registrado como feminicídio seguido de suicídio. Os tiros foram disparados por volta das 22h. Ainda segundo o documento, Isabel morreu no apartamento após ser baleada por um revólver calibre 38, que foi apreendido junto com munições no local.

Ainda conforme o registro policial do caso:

  • familiares da vítima relataram que Isabel e Silvio tiveram um relacionamento durante seis anos e tinham uma filha de 3 anos;
  • parentes da vítima também contaram que eram frequentes os desentendimentos entre os dois;
  • ainda segundo os familiares, Isabel tinha uma medida protetiva contra o ex-companheiro, mas Silvio continuava frequentando o apartamento;
  • no dia do crime, testemunhas disseram que houve uma discussão entre o ex-casal;
  • após a discussão, Silvio deixou o condomínio e retornou depois, quando ficou sozinho com a vítima no apartamento;
  • as primeiras pessoas que entraram no apartamento após o crime foram a irmã de Isabel, a namorada dela e a filha do ex-casal;
  • Isabel e Silvio apresentavam ferimentos na cabeça provocados pelos tiros.

Segundo o condomínio Le Parc, Silvio e Isabel possuíam contrato de locação do imóvel vigente e ambos estavam com cadastros atualizados e regulares para acessar o residencial. Em nota, a administração do residencial prestou solidariedade à família da vítima e disse que:

  • não teve “qualquer conhecimento acerca da existência de medida protetiva, ação judicial ou procedimento que restringisse o acesso dos envolvidos”;
  • o controle de acesso é realizado “por meio de procedimento rigoroso, com cadastro prévio de moradores e pessoas autorizadas”;
  • não foi recebida “qualquer solicitação de bloqueio de acesso, seja por parte dos envolvidos, de terceiros interessados ou de autoridade”;
  • periodicamente é realizada a atualização cadastral de moradores e pessoas autorizadas, “sendo expressamente vedado o acesso de pessoas não cadastradas”.

ONDE BUSCAR AJUDA EM CASOS DE VIOLÊNCIA?

A Lei Maria da Penha estabelece que todo o caso de violência doméstica e intrafamiliar é crime, deve ser apurado por meio de inquérito policial e ser remetido ao Ministério Público.

A violência contra a mulher pode ser manifestada das formas: física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Em todos os casos, lembre-se que você não está sozinha e pode fazer a denúncia de diversas formas. 

 

 

 

 

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