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08/04/2026 às 19h02m - Atualizado em 09/04/2026 às 04h37m

Ministério do Trabalho e Emprego atualiza 'lista suja' do trabalho escravo; Pernambuco aparece entre os estados com mais casos

Entre os estados com maior número de registros, Pernambuco aparece em posição de destaque, ocupando o quinto lugar no ranking nacional, com 13 empregadores incluídos na nova versão da lista.

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O governo federal divulgou, nesta segunda-feira (6), uma nova atualização da chamada 'lista suja' do trabalho escravo, cadastro que reúne empregadores flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão em diversas regiões do país.

Entre os estados com maior número de registros, Pernambuco aparece em posição de destaque, ocupando o quinto lugar no ranking nacional, com 13 empregadores incluídos na nova versão da lista.

Confira os empregadores de Pernambuco flagrados submetendo trabalhadores a condições análogas à escravidão clicando AQUI

'Lista suja' no panorama nacional

Ao todo, 169 novos nomes foram adicionados ao cadastro, o que representa um crescimento de 6,28% em relação à atualização anterior. Desse total, 102 correspondem a pessoas físicas e 67 a empresas. Entre os incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora chinesa de veículos elétricos BYD. Com isso, a lista passa a reunir cerca de 613 empregadores.

As atividades econômicas com maior incidência de casos continuam concentradas em alguns setores. Serviços domésticos lideram, com 23 registros, seguidos pela criação de bovinos para corte (18) e pelo cultivo de café (12). Também figuram entre os principais a construção de edifícios, com 10 ocorrências, e os serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita, com seis.

Os casos que motivaram as inclusões ocorreram entre 2020 e 2025, em 22 unidades da Federação, e resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores submetidos a condições degradantes ou de exploração.

No panorama nacional, Minas Gerais concentra o maior número de empregadores listados, com 35 casos, seguido por São Paulo (20). Bahia e Paraíba aparecem na sequência, com 17 registros cada. Logo depois vem Pernambuco, com 13 ocorrências. Goiás e Mato Grosso do Sul somam 10 casos cada, enquanto Rio Grande do Sul (9), Mato Grosso (7) e Paraná (6) também apresentam números relevantes.

Além das inclusões, a atualização retirou 225 empregadores que já cumpriram o período de dois anos previsto no cadastro.

A “lista suja” é considerada um dos principais instrumentos de transparência no combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil, servindo de base para ações do poder público e também para decisões de empresas e instituições que buscam evitar relações com práticas ilegais. Com informações do portal g1.

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