16/04/2026 às 20h24m - Atualizado em 18/04/2026 às 13h12m
Diretor do Colégio Cristão do Recife é indiciado por pedofilia virtual
Polícia Civil concluiu inquérito e encaminhou para o Ministério Público de Pernambuco. Homem de 48 anos, se declara inocente, segundo defesa.

O diretor de uma escola particular de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, foi indiciado por pedofilia virtual. O inquérito foi concluído pela Polícia Civil, que encaminhou o caso para o Ministério Público de Pernambuco no dia 9 de abril.
Homem de 48 anos, é dono do Colégio Cristão do Recife e, durante as investigações, permaneceu em liberdade. Procurada, a defesa dele disse que o empresário se declara inocente e "se encontra à inteira disposição das autoridades".
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado em julho do ano passado. A corporação não deu mais detalhes sobre o inquérito e os delitos que o suspeito teria praticado. O inquérito foi conduzido pelo delegado Mário Melo, titular da Delegacia de Boa Viagem.
O crime de pedofilia virtual está relacionado à produção ou compartilhamento de imagens de abusos sexuais contra crianças e adolescentes.
Segundo a polícia, o homem foi indiciado com base em dois artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA):
- 241-A: oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente;
- 241-B: adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente.
Após o indiciamento, o MPPE vai analisar o caso e decidir se oferece ou não denúncia ao Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).
O advogado Josemar de Andrade, informou, por meio de nota, que:
- o cliente declara inocência e "se encontra à inteira disposição das autoridades judiciais para o trâmite do processo legal";
- o inquérito policial é sigiloso e, por isso, todas as informações devem permanecer em "estrito sigilo" para evitar prejuízo à elucidação dos fatos;
- por conta do sigilo do processo, a defesa está impedida de informar mais detalhes ou dar esclarecimentos públicos sobre as investigações.


