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18/04/2015 às 08h28m

Aos três anos, menino Ryan recebe alta e vai para casa pela primeira vez

Ryan é portador de síndrome que o faz parar de respirar quando dorme. Após uma batalha judicial, governo pagou instalação de marcapasso.

Foram três anos e três meses vivendo em quatro hospitais diferentes. Tempo de angústia, sofrimento e, apesar de tudo, esperança. No final da tarde da última quinta-feira (16), porém, a agonia acabou. O menino Ryan Tenório de Brito finalmente teve alta médica e deixou o Hospital Otávio de Freitas, em Tejipió, Zona Oeste do Recife. A vida de enfermaria, corredores e macas, agora, é passado. Ryan foi pela primeira vez para casa acompanhado da mãe, Carolyne Brito, 19. A família, que é do município de Arcoverde, no Sertão, comprou uma residência no Grande Recife com o dinheiro de doações.

Ryan é portador da Síndrome de Ondine, uma doença rara que afeta uma em cada 200 mil crianças. Quando dorme, ele para de respirar. O garoto nasceu num hospital de Custódia, seguiu para Caruaru e, com menos de um mês de vida, foi transferido para o Hospital Barão de Lucena, no Recife, onde morou por quase três anos. Para ser livre, Ryan precisava de um marcapasso diafragmático, que custava quase R$ 500 mil e a família do menino conseguiu após meses de batalha judicial com o governo do Estado.

A cirurgia ocorreu no Hospital Otávio de Freitas em 5 de dezembro do ano passado e foi realizada pelo cirurgião torácico paulista Rodrigo Sardenberg, pioneiro no Brasil neste tipo de procedimento. Depois, começou a fase de testes do equipamento e só agora, após se curar de mais uma infecção, o paciente pôde ir para casa.

Os últimos momentos no hospital foram de ansiedade para Carol, que vivia com o filho na enfermaria. “É muita felicidade. Esse foi o momento que eu esperei esse tempo todo. Não vejo a hora de chegar em casa com meu filho”, disse a jovem, enquanto arrumava as malas e aprontava o filho. Quando a ambulância chegou para levar mãe e filho, a emoção tomou conta de todos. O corredor ficou cheio de funcionários, pacientes e familiares, todos ali para se despedir da criança que era o xodó da unidade de saúde.

Devido à última infecção que Ryan teve, o uso do marcapasso diafragmático foi interrompido e será retomado na semana que vem, quando sai o resultado de um exame. Nesse intervalo, ele vai dormir ligado a um respirador. A traqueostomia também será removida, mas ainda sem prazo definido. Enquanto ele estiver com o tubo, terá a presença em casa de uma técnica de enfermagem para auxiliar a mãe. “É uma fase de adaptação.

Omais importante é estar em casa e daqui a pouco Ryan vai estar só com o marcapasso”, comemora Carol. Ryan terá acompanhamento médico e fonoaudiológico, além de sessões na Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD).


Do G1PE

Imagem: TV Globo

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