28/04/2026 às 05h22m - Atualizado em 28/04/2026 às 06h51m
Policial militar é acusado de crime sexual contra mulher em academia no Recife; perseguição durou 3 anos, dizem testemunhas
Ministério Público de Pernambuco (MPPE), denunciou 3º sargento da PM por importunação sexual. Em um dos episódios, acusado teria tocado nas nádegas da vítima simulando um ato acidental
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) denunciou um policial militar da reserva pelo crime de importunação sexual contra uma mulher. Segundo a investigação, o 3º sargento de 65 anos teria perseguido a vítima durante três anos numa academia localizada no Recife.
A coluna Segurança teve acesso com exclusividade ao processo, que tramita na 17ª Vara Criminal da Capital. Para preservar a vítima, os nomes dos envolvidos e o local do crime não serão divulgados.
A denúncia do MPPE afirma que o "denunciado passou a perseguir a vítima, desejando manter aproximação excessiva e inconveniente durante os treinos". Em um dos episódios relatados à Polícia Civil, a mulher contou que o acusado teria tocado nas nádegas dela simulando um ato acidental.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Jardim São Paulo, indicou que o denunciado, sempre que via a vítima na academia, "posicionava-se estrategicamente para observá-la enquanto fazia exercícios de maior exposição, tais como elevação pélvica e agachamentos, lançando olhares intimidatórios e constrangedores que violavam a privacidade e a liberdade dela".
O MPPE citou ainda que as provas indicam a existência de conduta criminosa reiterada, com testemunhas relatando que o militar da reserva agia de forma persistente, durante os treinos na academia há pelo menos três anos.
O juiz da 17ª Vara Criminal da Capital ainda vai decidir se aceita a denúncia do MPPE, tornando o PM réu no processo.
MEDIDAS DISCIPLINARES
Em nota, a Polícia Militar de Pernambuco informou que "aguarda o envio da documentação oficial pela Justiça ou pelo Ministério Público para instaurar as medidas disciplinares necessárias".
Já a Corregedoria da Secretaria de Defesa Social (SDS), também em nota, disse que iniciou um procedimento preliminar "por meio do qual as informações estão sendo verificadas, assim como são coletados os subsídios necessários à análise e averiguação da suposta conduta irregular sob o aspecto disciplinar".
"Destaca-se que compete ao órgão correcional apurar o caso sob o prisma disciplinar, sendo as instâncias administrativa e jurídico-penal independentes", afirmou o texto.
A coluna não conseguiu contato com o acusado, nem com a defesa. O espaço segue aberto.


