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12/05/2020 às 09h56m - Atualizado em 12/05/2020 às 10h57m

Fábrica da Jeep em Goiana volta a produzir depois de 48 dias paralisada

Cerca de 1.500 funcionários voltaram ao trabalho nesta primeira etapa, de um total de 6 mil.

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Depois de 48 dias de interrupção voluntária, a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) iniciou nesta segunda-feira o processo de retomada da produção de veículos no Brasil. O retorno está sendo feito de forma gradual para manter uma jornada segura para os 1.500 funcionários da fábrica de Goiana, em Pernambuco, além dos 4.300 da unidade de Betim, em Minas Gerais, que retomaram as atividades de trabalho hoje. A base do planejamento foi feita alinhando as experiências de outros países, testes e adaptações. Para a retomada, foi adotado um conjunto de medidas de padrão mundial em sanitização, reorganização de trabalho e adaptação de espaços comuns. Antes da pandemia, a planta pernambucana produzia mil carros por dia e agora a retomada da produção também será feita de forma gradual, analisando o cenário e a demanda.

As medidas adotadas para os funcionários que se deslocam até as fábricas englobam desde a preparação em casa para o trabalho, a viagem nos ônibus que fazem o transporte para as fábricas, passando por todos os passos dos empregados dentro do ambiente fabril, até o retorno para casa ao fim do expediente. Essas mesmas iniciativas foram implementadas para os cerca de 600 empregados da planta de motores de Campo Largo, no Paraná, que voltaram ao trabalho no dia 4 de maio. Já para os trabalhadores que não são da linha de produção, como do administrativo e escritórios administrativos e regionais da FCA no Brasil, o sistema de home office continua valendo.

Além de medidas que têm como objetivo a segurança sanitária no ambiente fabril, as ações também passam por uma nova rotina entre os funcionários, que deverão ter novos hábitos. As novas iniciativas se apoiam na criação de uma infraestrutura de segurança biológica eficiente e rigorosa, além da implementação de um programa de treinamento e reeducação dos trabalhadores para a adoção de comportamentos preventivos. O foco inicial é no treinamento efetivo de todos os empregados para as alterações efetuadas em layouts e processos, considerando os novos padrões de segurança e sanitização. Os equipamentos, sistemas e processos também serão examinados para garantir uma retomada segura e eficiente.

A adaptação das plantas e a demanda do mercado serão acompanhados pelo crescimento do volume de produção no decorrer de maio. Em Goiana, a produção era de mil veículos por dia, enquanto em Betim chegava a 1.600 antes da suspensão das atividades por conta da pandemia do coronavírus.

Ferramentas

Entre as ferramentas adotadas, a FCA criou um sistema de autoavaliação e prevenção online e, através do aplicativo, o próprio funcionário anota suas condições de saúde e bem-estar, além de informar se teve contato com algum caso suspeito ou confirmado da Covid-19. O sistema vai monitorar 20 mil colaboradores e terceiros que acessam as plantas, chegando a mais de 80 mil pessoas quando considerados os familiares.

Também houve ampliação do número de ônibus fretados para transportar os trabalhadores nas três localidades onde há planta fabril, já que cada conjunto duplo de assentos será utilizado por um passageiro para manter o isolamento social. O protocolo de higienização dos coletivos também ficou mais rigoroso, é preciso usar máscara e apresentar o protocolo do aplicativo. No acesso às plantas, estão sendo usadas câmeras termográficas que realizam medição de temperatura corporal e termômetros extras.

Todos os empregados e terceiros receberão máscaras de proteção facial para que possam acessar os ônibus fretados e/ou as fábricas. Em relação à higienização adotada nas plantas e escritórios, foi estabelecido um padrão semelhante à de hospitais. Tanto nas estações de trabalho, linhas de montagem e todas as áreas operacionais e comuns haverá obstáculos físicos e sinalizadores visuais para assegurar a nova ocupação máxima e distância segura. A adaptação dos espaços físicos inclui ainda a instalação de centenas de dispensadores de álcool em gel. Por último, se for identificado um caso suspeito de contaminação, o portador será acolhido pela atenção médica e o perímetro de atuação será isolado e acontecerá a sanitização.

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