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25/07/2017 às 23h26m - Atualizado em 26/07/2017 às 09h55m

No Ceará, servidor dos Correios é preso com pornografia infantil no celular

De acordo com a PF, na residência do suspeito, foram encontrados também vários brinquedos infantis.

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Um funcionário dos Correios foi preso em flagrante nesta terça-feira (25) pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Glasnost, que combate crimes de pedofilia e exploração sexual de crianças. De acordo com a PF, o servidor mantinha arquivo com pornografia infantil no celular. Na residência do suspeito, foram encontrados também vários brinquedos infantis.

A ação cumpre mandados em 51 cidades de 14 estados brasileiros. De acordo com a Polícia Federal, 30 pessoas foram presas, sendo 27 em flagrante. Foram expedidos três mandados de prisão preventiva, 71 de busca e apreensão e dois de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento. Os presos permanecerão à disposição da Justiça nas respectivas unidades da PF que cumpriram os mandados.

Segundo a PF, a investigação teve como base o monitoramento de um site russo utilizado como uma espécie de “ponto de encontro” de pedófilos do mundo todo. Os investigados produziam e armazenavam fotos e vídeos de crianças, adolescentes e até mesmo de bebês com poucos meses de vida, muitos deles sendo abusados sexualmente por adultos, e as enviavam para contatos no Brasil e no exterior.

As investigações da Polícia Federal resultaram na identificação de centenas de usuários, brasileiros e estrangeiros, que compartilhavam pornografia infantil na internet, bem como de diversos abusadores sexuais e produtores de pornografia infantil, tendo sido identificadas, ainda, diversas crianças vítimas de abuso.

Primeira fase

A primeira fase da operação foi deflagrada em novembro de 2013. À época, foram cumpridos 80 mandados de busca e prisão e realizadas 30 prisões em flagrante por posse de pornografia infantil. Também foram identificados e presos diversos abusadores sexuais, bem como resgatadas vítimas, com idades entre 5 e 9 anos.

Glasnost

O nome da operação é uma referência ao termo russo que significa transparência. "A palavra foi escolhida porque a maior parte dos investigados utilizava servidores russos para a divulgação de imagens de menores na internet e para realizar contatos com outros pedófilos ao redor do mundo", explicou a PF. Ao todo, 350 policiais participam da ação.

Do G1 CE

 

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