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17/09/2020 às 08h37m - Atualizado em 18/09/2020 às 06h47m

Homicídios de mulheres crescem 11% no 1º semestre em Pernambuco

Segundo a polícia de Pernambuco, 112 mulheres foram mortas, entre janeiro e junho de 2020, e 101, no mesmo período de 2019. Feminicídios saíram de 28 para 32, entre os dois anos.

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Segundo a ecretaria de Defesa Social de Pernambuco, 112 mulheres foram mortas, entre janeiro e junho de 2020, e 101, no mesmo período de 2019.

Feminicídios

Entre janeiro e junho deste ano, foram 32 casos registrados pela SDS. Um aumento de 14% perante os 28 crimes semelhantes contabilizados no primeiro semestre de 2019.

Violência contra a mulher

Apesar do aumento no número de casos de feminicídio e de assassinatos de mulheres em geral, segundo os dados da Secretaria de Defesa Social, houve uma diminuição nos registros de violência contra a mulher. Houve, nos seis primeiros meses do ano, 4.731 casos, número que é 2% menor que os 4.845 registros do primeiro semestre de 2019.

Houve declínio, também, nos índices de estupro, que caíram 16%, de 1.071 para 897. Os números de estupro de vulnerável caíram 23% nos registros oficiais, saindo de 708 para 546.

De acordo com a gestora do Departamento de Polícia da Mulher (Dpmul), Julieta Japiassú, essa redução, principalmente por ter ocorrido em meio à pandemia, denota uma subnotificação.

"Mesmo sem levar em conta a pandemia falamos em subnotificação, porque sempre temos meses de oscilação, porque, para a vítima falar, existe uma barreira muito grande, porque sabemos que esses crimes são maiores e muito antigos. Nosso trabalho diário é para que essas mulheres tenham orientação e consigam fazer a denúncia", afirmou a gestora.

Segundo a delegada, os oito primeiros meses de 2019 e 2020 se assemelham em relação aos feminicídios.

"Temos 39 casos de feminicídio até agosto, o que é o mesmo número do período anterior. Quanto aos índices de violência, como houve um momento de isolamento, mulheres e crianças podem ter vindo a ser vítima de violência e não ter tido acesso à denúncia", declarou.

De acordo com Japiassú, o maior desafio seja, talvez, o de levar informação sobre os direitos das mulheres. Isso passa, também, pela falta de informação sobre onde procurar ajuda.

"A mulher pode comparecer a uma delegacia especializada de atendimento à mulher ou mesmo em uma delegacia comum. Lá, ela vai pedir a medida protetiva ao juiz. Ela também pode fazer denúncias pela Delegacia Interativa, na internet, e equipes vão entrar em contato com ela. No caso de agressão física precisamos que ela vá à delegacia, ou mesmo a uma consulta médica, porque precisamos da materialidade do fato, o exame", explicou Julieta Japiassú.

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