07/10/2026 às 06h08m - Atualizado em 07/10/2026 às 19h21m
Mais de 800 cortadores de cana denunciam condições degradantes em Pernambuco
Entre as cidades visitadas estão Gameleira, Itambé, Água Preta, Nazaré da Mata, Sirinhaém, Palmares, Timbaúba, Escada, Rio Formoso, Aliança, Vicência e Ribeirão.

A fiscalização ocorreu de 21 a 25 de setembro, no início da safra, e alcançou aproximadamente 70 frentes de trabalho em mais de 20 municípios. Entre as cidades visitadas estão Gameleira, Itambé, Água Preta, Nazaré da Mata, Sirinhaém, Palmares, Timbaúba, Escada, Rio Formoso, Aliança, Vicência e Ribeirão.
A fiscalização ocorreu de 21 a 25 de setembro, no início da safra, e alcançou aproximadamente 70 frentes de trabalho em mais de 20 municípios. Entre as cidades visitadas estão Gameleira, Itambé, Água Preta, Nazaré da Mata, Sirinhaém, Palmares, Timbaúba, Escada, Rio Formoso, Aliança, Vicência e Ribeirão.
Falta de proteção e água potávelO coordenador da operação, auditor fiscal Luciano Simões, relatou casos de trabalhadores que se feriram com o próprio facão por falta de proteção adequada. Também houve denúncias de ausência de luvas e protetor solar.
Os fiscais identificaram ainda falta de fornecimento de água potável, obrigando trabalhadores a levar água de casa. Pelo menos 230 cortadores estavam sem protetor facial, deixando rosto e olhos expostos durante a atividade.
Contratos sob investigação.
O levantamento apontou diferentes situações entre os trabalhadores fiscalizados:
Situação contratual Número de trabalhadoresFormalmente registrados 437Sem registro em carteira Ao menos 166Situação contratual sob investigação 204. A auditoria também apura possíveis fraudes em registros feitos por empreiteiros. A suspeita é de que determinadas contratações formais estejam encobrindo irregularidades no cumprimento das obrigações com os trabalhadores.
Segundo Simões, há casos sob apuração em que os profissionais seriam dispensados ao final do corte sem receber os valores devidos. Durante a operação, porém, não houve reclamações sobre atrasos nos pagamentos. Essa questão ainda será examinada.
Os empregadores com irregularidades foram notificados para corrigir os problemas e apresentar documentos. Caso não comprovem os ajustes, poderão ser lavrados autos de infração. As investigações continuam.
Como denunciar irregularidadesAs denúncias trabalhistas podem ser registradas gratuitamente no canal digital do Ministério do Trabalho e Emprego. Para relatos gerais, é necessário acessar com a conta gov.br e informar dados que permitam identificar o local e a situação denunciada.
A identidade do denunciante permanece sob sigilo, mas esse canal não aceita denúncias anônimas. Já as suspeitas de trabalho análogo à escravidão podem ser encaminhadas pelo Sistema Ipê, sem exigência de identificação.
Não é necessário comparecer presencialmente a uma agência para registrar os relatos.


