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15/01/2026 às 07h03m - Atualizado em 15/01/2026 às 16h43m

Número de feminicídios cresce 15% em Pernambuco e é o maior em 8 anos, aponta SDS

Em 2025, Pernambuco voltou a registrar um aumento nos registros de feminicídios. No ano passado, 88 mulheres foram assassinadas em crimes relacionados à sua condição de gênero no estado.

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Em 2025, Pernambuco voltou a registrar um aumento nos registros de feminicídios. Segundo dados da Secretaria de Defesa Social (SDS), 88 mulheres foram mortas em crimes relacionados à sua condição de gênero, o maior quantitativo de vítimas dos últimos oito anos. O número representa um crescimento de 15,8% em relação a 2024, quando houve 76 vítimas.

O levantamento, organizado pela Gerência Geral de Análise Criminal e Estatística, mostra que o cenário em relação à violência contra as mulheres vai na contramão dos índices gerais de homicídios. Em 2025, foram 3.040 assassinatos no total, 10% a menos do que o quantitativo registrado em 2024.

Conforme as estatísticas, os indicadores de feminicídio têm oscilado desde 2017 e voltaram a subir após uma redução registrada em 2024.

No fim do ano passado, diversos casos de feminicídio repercutiram em Pernambuco. Entre os mais recentes, está a morte de Priscila Carla Pimentel, de 32 anos, assassinada a facadas pelo ex-companheiro na frente dos filhos, em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife.

Alguns dias antes, a dona de casa Isabele Gomes de Macedo, de 40 anos, morreu com os quatro filhos em um incêndio provocado pelo marido na comunidade Icauã, no bairro da Caxangá, na Zona Oeste da capital pernambucana.

Sinal de alerta

Para o pesquisador Sandro Sayão, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e especialista em segurança pública, as estatísticas chamam atenção diante de uma cultura ainda bastante enraizada no machismo.

"Cada vez os dados surgem como um sinal de alerta, nos mostrando que isso é uma realidade presente nos diferentes segmentos da sociedade. Não podemos dizer que a violência contra a mulher fica restrita a um determinado público, a um determinado bairro", afirmou.

Ainda de acordo com o especialista, o problema atinge todos segmentos sociais e requer políticas públicas de prevenção.

"Ela [a violência] está em todas as dimensões, em todos os níveis, classes sociais, independente, inclusive, de que as mulheres agredidas tenham conhecimento público ou não, sejam conhecidas publicamente ou não [...]. A educação tem que se apropriar dessa questão como uma questão a ser trabalhada. Por que a mulher, em pleno século 21, ainda é vista como um objeto do masculino?", declarou.

A Polícia Civil informou que ampliou as investigações e os pedidos de medida protetiva nos últimos anos por meio das delegacias especializadas. Em 2025, foram mais de 7.600 inquéritos remetidos à Justiça e quase 16.500 medidas solicitadas, segundo a corporação.

COMO DENUNCIAR VIOLÊNCIA CONTRA MULHER EM PERNAMBUCO

É importante lembrar que, para combater este tipo de crime, é necessário também contar com a colaboração de rede de proteção. Pessoas próximas, amigos e vizinhos podem passar informações e fazer denúncias sigilosas.

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