29/05/2026 às 18h20m - Atualizado em 02/06/2026 às 19h54m
Família denuncia que aluna de 12 anos foi estuprada por outro estudante dentro de escola em Teresina
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que não irá divulgar detalhes do andamento do caso.

Familiares denunciaram que uma aluna de 12 anos foi estuprada na quadra da Escola Municipal Eurípedes de Aguiar, no Centro-Norte de Teresina. O agressor, segundo a família, é um adolescente de 15 anos, também estudante da instituição.
Uma tia da menina, que preferiu não se identificar, contou que o suspeito chamou a vítima para a quadra de esportes da instituição, com o pretexto de que amigas a aguardavam no local. Ao perceber que não tinha ninguém na área, a aluna foi atacada.
A família da vítima registrou um boletim de ocorrência na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que investiga o caso mas não divulgará detalhes.
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (Semec) informou que adotou os protocolos necessários após a denúncia e que prestou assistência à vítima.
"Quando ela chegou lá e viu que não tinha nenhuma amiga, tentou voltar, mas ele encostou ela [em uma parede], tirou a calça dela e tocou nas partes íntimas dela. Ela conseguiu empurrar ele e correu. Depois ele falou que caso ela falasse o que aconteceu, ele ia fazer algo com ela pois era traficante", iniciou a familiar.
Pela lei brasileira, a simples prática de qualquer ato libidinoso (ações de cunho sexual para satisfazer o desejo do agressor) com menores de 14 anos ou pessoas sem capacidade de discernimento já caracteriza o crime de estupro de vulnerável.
A tia disse ainda que a menina só decidiu falar sobre o que sofreu após o incentivo de amigas. Ainda segundo a familiar, a unidade escolar não acionou o Conselho Tutelar ou a Polícia.
"No momento em que o diretor soube o que houve, ele não esboçou uma eficácia de chamar o Conselho Tutelar, não chamou a PM e mal falou com o pai, só entregou um papel e disse o que ele deveria fazer. Questionei o motivo de não terem chamado o Conselho Tutelar, e ele disse que ia ficar na tratativa dos pais e responsáveis ", completou a mulher.
A familiar contou que a menina está sendo acompanhada psicologicamente e já passou por exame de corpo de delito no Serviço de Atenção às Mulheres e Vítimas de Violência Sexual (Samvvis) após a denúncia.


