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31/05/2018 às 10h53m - Atualizado em 31/05/2018 às 20h19m

Ceasa-PE normaliza serviços, mas preços estão ainda altos

Alguns comerciantes perderam até 40% das mercadorias durante os dias da paralisação dos caminhoneiros

ceasa
 
A greve dos caminhoneiros deixou prejuizos nas Centrais de Abastecimento de Alimentos de todo País. Em Pernambuco, não foi diferente. O abastecimento na Ceasa-PE começou a ser reestabelecido, mas os preços praticados pelos comerciais estão nas alturas. 

A grande vilã é a batata inglesa, que nesta quinta-feira (31), está sendo vendida a R$ 6,00, o quilo. Mas durante os dez dias de paralisação, o quilo chegou a quase R$ 10. Alguns vendendores reclamam que amargaram um prejuízo de 40% em perdas de mercadorias, que se estragaram durante o transporte ou por ter deixado de ser comercializada. 

O diretor de operações da Ceasa-PE, Paulo de Tarso, informou que está orientando os comerciantes a fazer uma seleção dos produtos estragados para que sejam enviados para reciclagem. "Repassamos as mercadorias sem condição de consumo para produção de adulbo. Muitos produtos ficaram retidos na estrada porque vinham da Bahia e de Minas Gerais", informa.
 
Segundo Paulo de Tarso, gradativamente, o abastecimento vem sendo normalizado. Nesta quarta-feira (30), mais da metade dos caminhões de entrega chegaram a central de abastecimento. 

O movimento é grande nesta quarta. Os clientes também estão retornando. Mas os preços praticados não estão agradando a ninguém. A cebola, a cenoura e o tomate estão sendo vendidos em média a R$ 6 a R$ 5, o quilo, quando num período normal, eram comercialiados por  R$ 2,25, R$ 1,50 e 3,50, respectivamente. 

Também já começaram a chegar caminhões com frutas, vindas principalmente do Vale do São Francisco, no Sertão. Entre elas, a uva, manga, goiaba e a pinha. A laranja, que desde segunda-feira, estava sem aparecer e chegou a ser comercializada a R$ 8, hoje está custando R$ 2, o quilo.
 
Do Diário de Pernambuco

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