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31/05/2019 às 08h36m - Atualizado em 31/05/2019 às 13h51m

Protesto em defesa da educação é realizado no Centro do Recife

Manifestantes fizeram passeata nesta quinta-feira (30) contra o bloqueio de verbas para universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação.

ato-pela-educacaoInformações: G1 PE

Estudantes e representantes de sindicatos, associações e movimentos sociais protestaram no Centro do Recife, nesta quinta-feira (30), contra o bloqueio de verbas para universidades e institutos federais feito pelo Ministério da Educação (MEC).

Quinze dias após o ato anterior, eles se concentraram, desde as 15h, em frente ao Ginásio Pernambucano, na Rua da Aurora, no Centro da cidade e saíram em passeata às 16h50. Outros municípios do estado também tiveram manifestações em defesa da educação.

"O presidente Jair Bolsonaro não voltou atrás com os cortes. Não vamos parar enquanto ele não suspender o contingenciamento até que ele entenda que só com a educação o Brasil vai voltar a avançar", afirma a presidente da União dos Estudantes de Pernambuco (UNE-PE), Manuella Mirella.

O estudante do 2º ano, Igor Gabriel, de 17 anos, participou do ato com um grupo de amigos da Escola Estadual Paulo Guerra, no bairro de Tejipió, na Zona Oeste do Recife.

"Viemos lutar pelos nossos direitos, por uma educação melhor", diz o adolescente, que pretende cursar engenharia civil na universidade.

Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) monitoraram o ato. O trajeto da passeata incluiu a Rua João Lira, Rua dos Palmares, Avenida Cruz Cabugá, Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista e a Avenida Guararapes.

O protesto chegou à Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, no Centro do Recife, às 18h35, quando ocorreu a dispersão dos manifestantes, marcando o encerramento do ato.

Outros atos

Na manhã desta quinta-feira (30), outros atos em defesa da educaçãoforam realizados em diferentes cidades de Pernambuco. Além do Recife, também foram registradas manifestações em Barreiros, na Zona da Mata; e em Caruaru e Garanhuns, no Agreste.

Por volta das 10h, estudantes, professores e servidores da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) realizaram um "abraço simbólico" ao prédio da instituição, no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. A mobilização também contou com apresentações de pesquisas e projetos de extensão em aulas de rua. 

Em Barreiros, estudantes criticaram cortes de recursos para o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE). A concentração para a mobilização começou às 7h. Com faixas e cartazes, alunos saíram do campus, na zona rural, e caminharam até o Centro do município, às 9h. Eles fizeram uma aula aberta à população e encerraram o ato por volta das 11h.

Em Caruaru, o protesto começou às 9h e contou com a participação de estudantes, professores e servidores do IFPE. Também foram para o ato em defesa da educação universitários e estudantes das rede pública de ensino médio. A concentração ocorreu na frente de um hotel no Centro da cidade. O grupo seguiu em passeata pelas ruas da região.

Aulas

De acordo com a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco, durante a manhã desta quinta, 5% das escolas aderiram totalmente à mobilização, outros 5% aderiram parcialmente e 91% das unidades de ensino funcionaram normalmente. Segundo o governo estadual, as escolas que deixaram de funcionar farão um cronograma de reposição de aula para que não haja prejuízo ao calendário letivo.

De acordo com a Prefeitura do Recife, em balanço divulgado por volta das 14h, das 309 unidades de ensino, 16 não funcionaram, 250 funcionaram de forma parcial e 27 funcionaram normalmente. A administração municipal informa que não conseguiu contato com as 16 restantes.

As universidades Federal de Pernambuco (UFPE) e a Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) afirmam que, oficialmente, as atividades foram mantidas, mas coube a cada professor decidir se haveria aula, mesma posição da Universidade de Pernambuco (UPE). Em Barreiros, segundo a prefeitura, as aulas ocorreram normalmente nas escolas da rede pública da cidade.

Impactos

No início de maio, a UFRPE e IFPE apontaram que, somado, o bloqueio no orçamento de 2019 chega a R$ 45,8 milhões. No IFPE, o impacto é de mais de R$ 22,2 milhões. A UFRPE, por sua vez, teve R$ 23,6 milhões bloqueados pelo MEC. Por meio de comunicados, as instituições lamentaram o corte e apontaram os efeitos da decisão.

Entenda os cortes na educação

  • Em decreto de março que bloqueou R$ 29 bilhões do Orçamento 2019, o governo federal contingenciou R$ 5,8 bilhões da educação
  • Desse valor, R$ 1,704 bilhão recai sobre o ensino superior federal
  • Em maio, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) informou sobre a suspensão da concessão de bolsas de mestrado e doutorado
  • Os cortes e a suspensão motivaram os protestos de 15 de maio
  • Após os atos, o governo disse que liberaria mais recursos para a educação, mas manteve o corte já anunciado em março
  • Nesta quinta, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos recomendou que o governo reveja os bloqueios

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