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02/09/2019 às 17h12m - Atualizado em 02/09/2019 às 17h24m

Jovem presta queixa contra o prefeito de Limoeiro por agressão física

Segundo a suposta vítima, João Luís Filho (PSB) se recusou a pagar taxa de R$ 10 do estacionamento por ser o prefeito da cidade. Prefeitura diz que agressão é 'inexistente'.

denuncia_de_agressaoInformações: G1 PE

Uma jovem de 19 anos que trabalha em um estacionamento localizado em frente ao Parque de Exposições de Animais de Limoeiro, no Agreste do estado, prestou queixa na polícia contra o prefeito da cidade, João Luís Ferreira Filho (PSB). Ela denuncia ter sido vítima de uma agressão física na tarde do domingo (1º).

Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, Eduarda Felício da Cruz Lima denunciou ter sido agredida pelo prefeito, de 56 anos, ao cobrar a taxa para estacionar no local. Em nota, a prefeitura diz que a agressão é "inexistente".

Ainda de acordo com a Polícia Civil, a jovem foi encaminhada para a realização de um laudo traumatológico e a Delegacia de Limoeiro investiga o caso, classificado, a princípio, como denúncia de lesão corporal.

Relato da denúncia

Em relato enviado para o WhatsApp da TV Globo, Eduarda conta que havia duas caminhonetes juntas na fila de saída do local, uma branca e uma preta. Ela diz ter ido primeiro no veículo de cor preta para cobrar o estacionamento e relata como foi o diálogo com o motorista: "Moço, olhe aqui, deu R$ 10 o seu estacionamento. E do outro também deu R$ 10. Aí ele fez assim: 'Não vou pagar, não. Quem vai pagar é o prefeito'".

Segundo Eduarda, ela não sabia que no carro de trás, a caminhonete branca, estava o prefeito da cidade, pois não moradora em Limoeiro e estava na feira apenas a trabalho. Ela conta que, ao chegar no carro branco para fazer a cobrança, o prefeito se recusou a pagar.

"Dei 'boa tarde', ele me deu 'boa tarde' normal e botou a mão nas minhas costas. Ele disse: 'moça, eu não vou pagar, não, que sou o prefeito'", conta.

Em seguida, Eduarda falou com o supervisor para avisar da resposta do João Luís Ferreira Filho, que teria afirmado a ela que, se outras pessoas estavam estacionando e pagando, o prefeito precisaria fazer o mesmo. A jovem voltou, então, para falar com o prefeito, próximo ao portão de saída dos carros.

"Eu disse assim: 'prefeito, o senhor tem que pagar porque eu estou recebendo ordens aqui'. Aí ele disse: 'eu não vou pagar, não, porque todo ano é essa palhaçada'. E nisso ele já foi pisando no meu pé. Aí eu disse assim: 'olha o meu pé'. Ele tirou. E nisso ele fechou a mão e deu nas minhas costas", diz Eduarda.

Ainda de acordo com ela, as pessoas que estavam acompanhando João Luís Ferreira Filho na Exposição de Animais o retiraram do local. Eduarda disse ter procurado os policiais militares que trabalhavam na feira para relatar a agressão, mas, quando voltou, o prefeito já havia saído do local.

Também segundo Eduarda, funcionários da prefeitura de Limoeiro pediram para conversar sobre o ocorrido, mas ela decidiu ir à delegacia do município prestar queixa contra o prefeito.

Resposta da prefeitura

Procurada pelo G1, a prefeitura de Limoeiro enviou uma nota, na qual diz que não houve a agressão e que o prefeito "vê com preocupação a criação de situações absolutamente inexistentes, com o claro intuito de criar farsas, factoides e inverdades".

Ainda no texto, a administração municipal declara que os três secretários municipais, os três secretários executivos, os dois assessores e um ex-prefeito que acompanhavam João Luís "não vislumbraram qualquer agressão".

Também na nota, a prefeitura afirma que "a narrativa da suposta agressão se sustenta apenas na alegação pessoal de uma pretensa vítima, sem fundamento e sem qualquer meio de prova, utilizando-se das redes sociais para propagação de vídeos ofensivos ao prefeito, de modo a criar alarde".

No fim do texto, a administração municipal diz que, "caso o assunto seja levado adiante pela interessada, o prefeito não medirá esforços no sentido de adoção de medidas de responsabilização perante o Poder Judiciário".

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