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04/09/2020 às 08h28m - Atualizado em 04/09/2020 às 09h51m

Estudante de direito é preso e confessa crimes sexuais pela internet contra ao menos 40 mulheres

Segundo polícia, falso organizador de festas pedia fotos íntimas de mulheres e exigia dinheiro para não divulgá-las. Ele fazia sexo com vítimas, transmitindo ao vivo.

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Um estudante de direito, de 27 anos, foi preso pela Polícia Civil, no Recife, pelos crimes de estupro virtual, violação sexual mediante fraude, extorsão e falsa identidade. Segundo a corporação, ele fingia ser produtor de festas, criava falsos concursos e exigia que as vítimas enviassem fotos nuas, pela internet. Ele confessou ter abusado de ao menos 40 mulheres.

Inicialmente, segundo a polícia, cinco mulheres procuraram a Delegacia de Crimes Cibernéticos, depois de terem sido vítimas do mesmo homem. Ele afirmava gerenciar um concurso intitulado "Fazer Loucuras" e oferecia, nas redes sociais, ingressos de shows, celulares e motocicletas, em troca de fotos íntimas das mulheres.

Depois que as vítimas enviavam as imagens, ele pedia dinheiro para que os registros fossem apagados ou obrigava que elas mantivessem relações sexuais com ele e com motoristas de aplicativo, exibindo o ato sexual em transmissões ao vivo.

"Para participar do concurso que ele chamava de 'Fazer Loucuras', na internet, elas tinham que enviar uma foto íntima, sem roupa. A partir daí começavam as abordagens seguidas, porque o intuito dele era obter um vídeo. Ele acabou confessando o crime, ao ser preso, disse que exigiu fotos, enganando as mulheres, cerca de 40 mulheres ele confessou. Porém, quando olhamos o computador dele, encontramos centenas de fotos e tem mais de 40 vítimas ali", afirmou o delegado Eronides Meneses, responsável pela investigação.

O homem, segundo a polícia, cursava o sétimo período do curso de direito. O nome dele não foi divulgado. Ele foi preso preventivamente pela polícia, nesta quinta-feira (3). Se condenado pelos crimes que cometeu, ele poderá passar até 20 anos preso.

"Ele queria mandar nelas enquanto elas transmitiam o vídeo, seja mostrando o rosto, o corpo ou praticando as maiores barbaridades", declarou.
A polícia pediu, ainda, que outras possíveis vítimas denunciem o agressor para que haja o máximo possível de boletins de ocorrência contra ele.

G1 PE

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