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06/01/2020 às 08h16m - Atualizado em 06/01/2020 às 09h08m

Recife se destaca na produção de games educativos e de entretenimento

Segundo a Abragames, Recife é uma das cinco cidades brasileiras que mais produzem para a indústria de games

tecnologia-eventos_jogos_eletronicosDo JC Online
 
O Recife está entre as cinco cidades mais representativas em produção de games no Brasil. As outras são Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e Porto Alegre. A informação é de Vicente Vieira Filho, vice-presidente da Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), além de sócio-fundador e diretor de negócios da Manifesto Games, umas das principais empresas desenvolvedoras em Pernambuco.

Para Vicente, o mercado pernambucano, assim como o brasileiro, ainda tem muito a crescer. Isso justifica a indústria de games apresentar números tão positivos, como um crescimento médio de 7,3% a.a, mesmo em meio à crise econômica que afeta o País. "A gente tem destaque, mas a região Nordeste é uma das que menos cresceram. É algo a que precisamos estar atentos, pois o mercado ainda tem muito potencial."

Negócio de potencial

No nicho de jogos do tipo learning games, Vicente pontua que é um produto que tem crescido e que a maioria das desenvolvedoras atua com entretenimento e com os games educativos ao mesmo tempo. A informação é confirmada por um levantamento do BNDES: o Panorama da Indústria Brasileira de Jogos Digitais. O material mostra que em 2020 o faturamento do setor de games no mundo deve ficar em US$ 143,5 bilhões. No Brasil, das 375 empresas de games, 77% produzem para entretenimento e 42% apostam em produtos educativos.

A recifense Mídias Educativas, da qual Laís Xavier é CEO, é uma empresa especializada no desenvolvimento de soluções educacionais em formato digital. Segundo Laís, nos últimos cinco anos, os negócios têm melhorado por causa da dissolução de preconceitos de que jogos são apenas passatempo. "Sem dúvida as pessoas têm enxergado a potencialidade dos games de educação. As escolas têm internet banda larga, os alunos têm smartphones. Tudo isso ajuda para que os jogos educativos se tornem mais acessíveis."

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