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04/02/2021 às 14h25m - Atualizado em 04/02/2021 às 18h59m

Pastor evangélico é acusado de abuso sexual por 13 mulheres no Amapá

Por meio de seu advogado, o religioso nega as acusações e se diz vítima de calúnias.

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O pastor evangélico Jeremias Barroso, da Igreja Getsêmani, é acusado de abuso sexual por 13 mulheres, em Macapá, capital do Amapá. Por meio de seu advogado, ele nega as acusações e se diz vítima de calúnias. As informações são do site Universa, do UOL.

Segundo a reportagem, o caso foi investigado em sigilo ao longo do segundo semestre de 2020, após uma das vítimas contar para outras mulheres da igreja o que estava vivendo e descobrir que as amigas também passavam por situações semelhantes.

O caso foi remetido ao Ministério Público do estado no início deste ano. Ainda de acordo com o Universa, o MP deve denunciar o pastor à Justiça nos próximos dias, sob acusação de abuso sexual mediante fraude com base no relato de duas vítimas. Outras denúncias ainda estão em investigação sob sigilo.

Jeremias é uma das principais lideranças religiosas do Amapá e fundador da congregação Igreja Getsêmani em Macapá. Ele ficou conhecido por coordenar a “Marcha para Jesus”, evento evangélico que leva às ruas mais de 100 mil pessoas todos os anos, no estado.

Segundo relato de uma das vítimas, de 24 anos, ao Universa, Jeremias usava da autoridade religiosa para cometer os abusos. Ela procurou a igreja em 2019 em busca de refúgio espiritual, mas desde o primeiro dia já notou algo estranho quando ele passou a pedir conversas particulares com ela.

De acordo com a mulher, ao faltar à igreja em um dia sem energia em casa, ele sugeriu por mensagem que poderia pegá-la em casa e levá-la para tomar um banho. Segundo o relato, ele teria dito: “Preciso orar em você, algo muito grave pode acontecer e precisa estar limpa”, diz a vítima.

Em relato de outra vítima, de 18 anos, também ao Universa, o pastor teria ficado sozinha com ela em uma sala, quando ela ainda era menor de idade, e dito que ela estaria “possuída pelo demônio da pomba-gira” e que eles fariam uma suposta oração para expulsar esse “demônio”, na qual ela deveria se tocar no peito e em suas partes íntimas. Ele ainda a tentou persuadir a usar a mão dele para tocá-la em suas partes íntimas, e disse que ela não poderia namorar com ninguém, pois seria dele.

Outra das fiéis relata que recebeu do pastor um vídeo com ele se masturbando, e um quarto relato de uma fiel diz que ele mandava mensagens pelo Facebook perguntando a cor da calcinha que ela usava ou ligava na madrugada dizendo estar com saudade.

Em mais um relato, uma mulher de 20 anos diz que Jeremias pedia abraços e passava a mão em seu corpo após pedir que ela fosse ao seu escritório. Ele também teria sugerido que eles fossem a um motel depois que ela aceitou uma carona até sua casa.

Outro lado
 
O Universa procurou o pastor Jeremias Barroso e, por meio de seu advogado, Maurício Pereira, ele negou os crimes e disse ser vítima de calúnia. Pereira acusou o advogado das vítimas de agir de modo antiético, e disse que uma delas tem “problemas psicológicos”.

Sobre o vídeo em que o pastor se masturba e que teria sido enviado a uma das vítimas, o advogado reconhece a veracidade do conteúdo, mas nega que tenha sido encaminhado a ela.

Segundo Pereira, “o chocante vídeo, que envergonha o senhor Jeremias Barroso, sua família e a igreja que presidia foi filmado num momento de fracasso espiritual, quando teve um relacionamento extraconjugal por meio virtual. A pessoa a quem dirigiu o referido vídeo, inclusive, testemunhará este fato”, disse.

De acordo com o Universa, o advogado das vítimas, Cícero Bordalo Júnior, espera que o pastor seja condenado a ao menos 20 anos de prisão, somadas as condenações de cada abuso.

“Com relação à menor de 14 anos, o crime é de estupro presumido. Sobre as demais vítimas, seria abuso sexual mediante fraude, que são no mínimo dois anos de reclusão. Como existem pelo menos dez, são 20 anos de reclusão, somando a pena mínima para cada uma das vítimas”, diz o advogado.

Bordalo Júnior pediu prisão preventiva de Jeremias, mas o pedido ainda não foi julgado.

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