GB Bateiras Auto Elétrica e Mecânica. Em Timbaúba (81)3631-0979 e Carpina (81)3621-3762
Vem para ubafibra | Ubannet (81) 3631-5600

02/04/2015 às 13h38m - Atualizado em 02/04/2015 às 13h42m

Pernambuco registrou quase mil homicídios em três meses

No primeiro trimestre de 2015, 982 pessoas foram assassinadas. Há um ano, o Pacto pela Vida tem resultado negativo

O número de homicídios continua crescendo em Pernambuco. Só no primeiro trimestre deste ano, 982 pessoas foram assassinadas, uma média de 10,9 por dia. São 154 mortes a mais do que no mesmo período do ano passado, quando o Estado contabilizou 828 assassinatos. Um aumento de 18,5%, distante da meta de redução da violência (12%) estabelecida pelo Programa Pacto pela Vida, cujos resultados têm se mantido negativos há um ano, após sete em vigor.

Quando o Pacto começou, em 2007, foram registrados 4.591 homicídios, número que caiu sucessivamente, chegando a 3.101 em 2013. No ano seguinte, contudo, as mortes subiram para 3.436. Os dados começaram a crescer em março de 2014, com 311 mortos, e não pararam mais. Em março deste ano, a meta era frear as estatísticas em 274 homicídios, mas chegou-se a 334.

O tema foi levado a plenário na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira, pela bancada de oposição. “O dado é alarmante. O governo precisa dar uma resposta rápida à sociedade. A violência está numa curva crescente em todas as regiões do Estado. O Pacto pela Vida não está funcionando”, declara o líder da bancada, deputado Silvio Costa Filho (PTB). No dia 16 haverá audiência pública para discutir os resultados do Pacto. Nesta quarta, o governador Paulo Câmara participou da reunião semanal de avaliação do programa.

Para quem atua no combate à violência, a tendência negativa deve se manter. “A exigência de se cumprir metas é grande, mas sem estrutura e efetivo é impossível”, afirma o delegado Flávio Tau de Souza. Ele impetrou mandado de segurança contra o Estado, ontem, por ter sido afastado da Delegacia do Alto do Pascoal, Zona Norte, após pedir mais agentes e viaturas. “São 18 policiais para nove bairros, um para cada 6,7 mil habitantes. Há policiais que passam a noite em claro, no programa de jornada extra (criado para suprir a falta de efetivo) e no dia seguinte estão de trabalho. É humanamente impossível render.”


Com informações do Jornal do Comércio

Comentários

Comentário pelo Facebok
Outros comentário

Outras notícias