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07/05/2019 às 22h52m - Atualizado em 08/05/2019 às 08h40m

Universidade Federal Rural de Pernambuco tem mais de R$ 27 milhões bloqueados pelo Ministério da Educação em 2019

Esse bloqueio provoca redução média de 30,89% no dinheiro repassado para a Universidade Federal Rural de Pernambuco, que está entre as 20 melhores universidades do Brasil.

ufrpeInformações: G1 Pernambuco

A Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) é uma das instituições de ensino que tiveram verbas bloqueadas pelo Ministério da Educação (MEC). Com cerca de 17 mil alunos, entre ensino médio, graduação e pós-graduação, ela teve R$ 27,94 milhões retidos do orçamento de custeio previsto e aprovado por meio da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2019. 

A TV Globo tem acompanhado as perspectivas das instituições federais no estado após bloqueios que totalizam R$ 101 milhões. Na quarta-feira (8), o NE2 mostra o impacto na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que teve R$ 55,8 milhões bloqueados.

Na UFRPE, as aulas acontecem no bairro de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife, e em outras 14 unidades de pesquisa e extensão espalhadas pelo estado. Antes do bloqueio, a universidade tinha R$ 90,46 milhões para receber, em 2019, para serviços como manutenção, limpeza, segurança e conta de luz.

Segundo a reitora Maria José de Sena, o bloqueio ocasionou uma redução média de 30,89% no dinheiro repassado para a instituição.

"O impacto vai ser muito grande porque nós já tínhamos feito nosso planejamento orçamentário em janeiro, confiando no orçamento que foi aprovado na LOA. Nós tínhamos respaldo legal para sentar com a nossa equipe de planejamento e administração financeira e fazer nosso planejamento de funcionamento da universidade", afirma a reitora.

O Ministério da Educação tem mecanismos próprios de acompanhar e avaliar a qualidade de ensino e de pesquisa das universidades. Pelos critérios usados pelo MEC, a UFRPE está entre as 20 melhores das 63 instituições de ensino superior do Brasil.

Em 2018, quase mil artigos científicos foram produzidos por alunos e professores. Cerca de 60% dos artigos elaborados na UFRPE correspondem às áreas de ciências agrárias e biológicas.

"Quando somos pegos de surpresa com um corte no quinto mês do ano, desestrutura todo um planejamento da instituição. Nós não brincamos de fazer gestão pública nas universidades. Nosso compromisso é com o desenvolvimento das pessoas, do país, e, se formos atender o que o governo está pedindo, nós vamos parar a instituição", diz a reitora.

Risco

Quem trabalha na área de pesquisa está preocupado. O professor Valdomiro Souza Júnior, por exemplo, mostra um equipamento de alta tecnologia, que foi comprado com recursos federais, mas que precisa ser mantido pela UFRPE.

Fundamental em pesquisas de várias áreas para identificar a composição química de qualquer substância pesquisada, ele está mantido numa sala a uma temperatura de 18 graus constantes, além de requerer alto consumo de energia e estabilidade da rede elétrica.

"Tem pesquisas que já vêm sendo feitas há mais de uma década e, com qualquer fornecimento irregular, só basta ser irregular, de energia, nós já perderíamos todo esse material", afirma o professor.

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