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14/07/2016 às 11h48m

Artesãos ensinam crianças a fazer o próprio brinquedo na Fenearte

Crianças aprendem truques na montagem do rói-rói, brinquedo popular. Oficinas são gratuitas e seguem até o domingo (17), em Olinda.

Crianças aprendem a fazer rói-rói, brinquedo popular que faz barulho quando gira
(Com informações do G1 PE - Foto: Moema França/G1)

Fazer o próprio brinquedo é um desejo de muitas crianças. Pensando nisso, o artesão Severino Gomes, de Bezerros, passou a tarde desta quarta (13) no mezanino do Centro de Convenções, em Olinda, ensinando crianças a montarem o rói-rói, brinquedo popular que faz barulho quando gira. A iniciativa faz parte da grade de oficinas oferecidas pela Feira Nacional de Negócio do Artesanato (Fenearte), cuja temática, Arte Brincante, serviu de inspiração.

Com ajuda do artesão, as crianças descobriram que juntando cola com rolo de papelão, papel de presente e um pedaço de corda dava para montar um brinquedo. Elas também perceberam que, ao contrário do que muita gente pensa, o barulho do rói-rói não é feito pela parte de dentro da caixa e sim pelo atrito entre a corda e a resina que fica na haste de madeira.

“Nós temos que derreter a resina para ela virar breu e aí melamos o pedacinho de madeira para fazer o brinquedo. Como a fumaça da produção do breu é um pouco tóxica, já trouxemos essa parte pronta para as crianças montarem o restante”, explica Severino, que trabalha com brinquedos profissionalmente há 35 anos e tem feito boas vendas por causa do tema do evento deste ano.

Na oficina do dia anterior, ele criou uma nova arte brincante: um galo, em cima da estrutura do rói-rói, que canta quando o artesão faz o atrito da haste de madeira com a corda. “Fiz esse para brincar com o artesão que fica do lado do meu estande e fabrica galos da madrugada. É bom trabalhar com brinquedo porque é sempre novidade”, conta rindo.

A idade mínima para participar das oficinas é cinco anos e a professora Vanusa Silveira achou que seria uma boa oportunidade para trazer as duas filhas pequenas. “Gosto mais de brincar com o rói-rói porque não deixa a infância morrer, não é?”, opina Carolina, de 11 anos, filha de Vanusa, quando questionada se preferia jogar no tablete ou se divertir com brinquedos. Nicole Luna, de oito anos, também adorou conhecer o rói-rói. “Minha parte preferida foi colocar o papel de presente com cola”, afirma.

Todos os itens usados por Severino Gomes na produção das peças são reciclados do lixo. “Tudo é de papelão, madeira, papel. O lixo é uma fonte de matéria-prima para fazer artesanato”, argumenta. O estande do artesão, que fica na rua 14 da feira, expõe os cavalos de balanço que fabricou com um guarda-roupa usado que achou na rua. “Fiz 40 cavalos de 60 centímetros de largura com esse guarda-roupa. Ninguém imagina que peguei no lixo”, explica.

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