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24/07/2020 às 13h40m

Empresa investigada pela Polícia Federal recebeu R$ 15 milhões adiantado, mas só forneceu parte do material para a Prefeitura do Recife

PF estima que o dano ao erário seja de cerca de R$ 7 milhões, pelo não fornecimento de todas as máscaras, toucas e aventais do contrato pela empresa Deltamed

policia-federalCom informações do JC Oline

A empresa pernambucana Deltamed, investigada pela Polícia Federal na Operação Bal Masqué por supostas irregularidades na venda de material hospitalar para Prefeitura do Recife, não fabricava os itens adquiridos pela gestão municipal. Segundo a Polícia Federal, a empresa recebeu o valor integral do contrato, R$ 15 milhões, no dia 1º de abril, mas não conseguiu comprovar o fornecimento de todos os itens para a Secretaria de Saúde do Recife. Só de máscaras foram cerca de R$ 4 milhões que não foram entregues. 

"O decreto de (situação de) emergência foi no dia 15 de março, em 16 de março a empresa já estava sendo contratada. Dois dias depois, 18 de março a empresa já estava com as notas fiscais emitidas da quantidade total de máscaras, milhões de máscaras vendidas. A empresa só adquiriu esses materiais dois dias depois, na cidade de Natal, Rio Grande do Norte, e passou a entregar de forma parcelada os itens de proteção", afirmou a delegada Mariana Cavalcanti, em coletiva de imprensa na sede da Polícia Federal de Pernambuco, na manhã desta quinta-feira (23).

 

A Deltamed é uma empresa que fornece medicamentos, localizada no bairro do Zumbi, na Zona Oeste do Recife. Ela já firmou contratos com outras prefeituras do estado, mas, de acordo com a Polícia Federal, a proprietária que consta no contrato social da empresa seria uma "laranja". "Ela (Deltamed) tem material, tem acervo e tem um estoque bom inclusive para fornecer material, mas nesse caso específico ela vendeu algumas coisas que ela não tinha", disse Mariana Cavalcanti. 

A Polícia Federal oficiou a Prefeitura e a empresa anteriormente e solicitou cópia dos documentos do contrato para verificar se ele estava sendo efetivamente cumpridos. "Eles disseram 'Realmente, a gente não produz avental, touca, máscara, mas a gente adquiriu e vendeu para a prefeitura'. Só que a quantidade que eles comprovaram da aquisição era bem inferior a que eles venderam e a quantidade total que eles receberam o pagamento integral, desde 1º de abril. O que a gente verificou foi que houve um pagamento maior e que a quantidade que a empresa havia comprado não era suficiente para honrar com o contrato firmado com a Secretaria de Saúde", completou a delegada.

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