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11/10/2019 às 10h55m - Atualizado em 11/10/2019 às 20h03m

Policial federal acusado de matar filha de 2 meses no Acre é preso em hospital em Maceió

Bebê morreu depois de ingerir duas mamadeiras de leite. Defesa diz que prisão é ilegal.

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O policial federal Dheymersonn Cavalcante, suspeito de matar a filha de dois meses no Acre, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (10) em um hospital em Maceió, Alagoas.

A Polícia Federal em Alagoas informou que cumpriu um mandado de prisão contra o policial federal Dheymersonn Cavalcante e que ele se encontra custodiado na sede da PF em Alagoas à disposição da Justiça do Acre.

O advogado do policial federal, Kaio Marcellus, informou que a prisão de Dheymersson é ilegal, porque a defesa impetrou uma ordem de habeas corpus e o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio do ministro Leopoldo de Arruda Raposo, concedeu a ordem de habeas corpus para revogar a prisão preventiva do policial.

Dheymersson Cavalcante teve a prisão decretada pela Justiça do Acre em 11 de julho pela morte da filha Maria Cecília, de dois meses. A mãe da bebê denunciou que a criança passou mal e morreu depois do policial e a mãe dele terem dado duas mamadeiras de leite à criança.

O laudo apontou que a causa da morte foi broncoaspiração - insuficiência respiratória e obstrução das vias aéreas causadas pela quantidade de leite ingerido.

O policial federal contestou as acusações e o resultado do inquérito da Polícia Civil. Segundo ele, nem todas as provas apresentadas foram analisadas e inseridas no inquérito.

“Sou policial assim como o delegado que investiga o caso e eu esperava que fosse realizado um trabalho sério e todas as provas fossem colocadas no inquérito. De perícia eu não entendo e não posso criticar o trabalho de perito, sou policial assim como Martin Hessel e de investigação eu entendo, e olhe que sou mais burrinho ainda. Até hoje eu não fui ouvido. Depois que minha filha morreu, eu entrei em uma depressão profunda, quase me suicidei e perdi 10 quilos. Não tive condições nenhuma de me pronunciar ou me defender”, falou.

No vídeo, Cavalcante apresenta prints de conversas com a mãe da bebê, além do prontuário, receita médica e trechos de entrevistas dadas pelo delegado responsável pelo caso na tentativa de provar sua inocência. Ele afirma que a mãe da criança dava leite artificial para ela e que não teria apresentado reação dava leite artificial para ela e que não teria apresentado reação alérgica.

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