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16/12/2018 às 08h54m - Atualizado em 16/12/2018 às 09h31m

Justiça: 'Canibais de Garanhuns' são condenados a 210 anos de prisão

Sete jurados decidiram na noite deste sábado que os três réus são culpados pelas acusações de terem matado, esquartejado e comido a carne de duas mulheres

canibais

Em decisão unânime, um júri formado por cinco homens e duas mulheres selou, na noite deste sábado, o destino dos três réus que ficaram conhecidos em todo o país como os “Canibais de Garanhuns”. Jorge Beltrão Negromonte da Silveira, Isabel Cristina Pires da Silveira e Bruna Cristina Oliveira da Silva foram condenados pelas acusações de duplo homicídio triplamente qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver e de furto qualificado. O juiz Ernesto Bezerra Cavalcanti começou a proferir a sentença às 22h50.

Jorge pegou 71 anos de reclusão, enquanto Isabel, 68. Bruna, que também respondia por falsidade ideológica, recebeu 71 anos e 10 meses. Somadas as punições, o trio foi condenado a 210 anos de prisão. A defesa dos condenados já recorreu da decisão. Concordando com a denúncia do Ministério Público e da Polícia Civil de Pernambuco, os jurados consideraram que os três acusados realmente mataram, esquartejaram, enterraram e comeram parte da carne dos corpos de Giselly Helena da Silva, 31 anos, e Alexandra Falcão, 20 anos. Os crimes foram cometidos em fevereiro de 2012, na casa que o trio morava em Garanhuns, no Agreste pernambucano. A sentença ocorreu após dois dias de julgamento. Na sexta-feira, o embate entre acusação durou entre as 10h30 e as 20h30. 

Neste sábado, o julgamento dos réus recomeçou às 9h20, na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, que fica no Fórum Desembargador Rodolfo Aureliano, na Joana Bezerra, Recife. Bastante concorrida, a sessão foi acompanhada por uma sala de audiência lotada, entre parentes das vítimas, jornalistas e curiosos.

No papel de acusador, o Ministério Público escalou como testemunha o ex-delegado Wesley Fernandes Oliveira, responsável pela investigação e pela prisão dos réus quando ainda era titular da Delegacia de Garanhuns. Atualmente, ele é promotor de Justiça em Alagoas.

Após o depoimento de Wesley Fernandes, os réus foram interrogados. Na sequência, o julgamento teve o debate entre o promotor de acusação e os advogados de defesa dos canibais. Cada um teve até duas horas e meia para expor seus argumentos. O promotor do caso ainda teve direito a réplica de até duas horas de duração, além de tréplica para a defesa com a mesma duração. Só após o cumprimentos desses procedimentos é que os jurados decidiran se condenavam ou absolviam Jorge, Isabel e Bruna.

Não é a primeira vez que o trio divide o banco dos réus. Em 2014, eles foram condenados pela morte de Jéssica Camila da Silva Pereira, 17 anos, cujo homicídio cometido em Olinda, em 2008, teve os mesmos requintes de crueldade do duplo homicídio registrado no Agreste pernambucano. Jorge foi condenado a 23 anos de prisão, enquanto Isabel e Bruna receberam penas de 20 anos, cada. Todos continuam presos desde 2012.

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