01/02/2026 às 16h19m - Atualizado em 02/02/2026 às 19h52m
João Campos aciona Supremo Tribunal Federal para que Polícia Federal investigue espionagem ilegal da Polícia Civil
O esquema de espionagem da Polícia Civil, revelado na semana passada, cujos alvos são membros da gestão municipal. O gestor afirmou que a ação foi feita ‘de forma clandestina e criminosa’

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para que a Polícia Federal (PF) investigue o esquema de espionagem da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), revelado na semana passada, cujos alvos são membros da gestão municipal. Em um vídeo publicado nas redes sociais no último sábado (31), o gestor afirmou que a ação foi feita “de forma clandestina e criminosa”.
“Parte da polícia civil sendo utilizada para fins eleitorais e políticos sem nenhum ato formal, sem BO, sem inquérito. Carro oficial da prefeitura sendo rastreado, servidores sendo seguidos, tudo de forma clandestina e criminosa”, relatou o prefeito.
O embate entre Campos e a governadora Raquel Lyra (PSD) vem tomando forma neste ano de eleições gerais, no qual os adversários vão disputar o Palácio do Campo das Princesas.
Pedido de arquivamento
Paralelo à determinação do STF para que a PF apure os fatos, o ministro da corte, Gilmar Mendes, também determinou o arquivamento de um inquérito que investigava a conduta de três secretárias do Recife. A operação era conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), que se baseava em irregularidades em atas de registro de preços de consócios intermunicipais.
O pedido de arquivamento teria vindo do PSB, partido cujo presidente nacional é o prefeito do Recife, e com a subscrição das secretárias envolvidas. A petição afirmava que a investigação extrapolou os limites legais ao incluir quebra de sigilo fiscal sem autorização judicial e intimação de servidores com ausência de acusações concretas.


