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12/04/2015 às 13h19m - Atualizado em 12/04/2015 às 13h23m

Nova fábrica da Jeep injeta R$ 17 bihões em Pernambuco

Polo econômico de Goiana, na Zona da Mata pernambucana, foi tema de fórum realizado nesta sexta-feira (10)

Em meio a tempos de temeridade relacionada à economia brasileira, municípios de Pernambuco vislumbram as possibilidades de futuros investimentos. Nesta sexta-feira (10), a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Pernambuco (Fecomércio-PE) realizou um fórum empresarial sobre o polo econômico de Goiana e os municípios circunvizinhos. Localizada na Zona da Mata do Estado, a cidade deve passar por intensa modificação com a inauguração da fábrica da Jeep, no próximo dia 28.

Neste mês de abril, o primeiro produto da fábrica, o Jeep Renegade, começará a ser comercializado em 120 concessionárias pelo país. Durante o evento, o Sistema Fecomércio divulgou um estudo inédito sobre as perspectivas para Goiana e outros 13 municípios situados em um raio de 60 quilômetros. Estima-se que a região receberá um bloco de investimentos de R$ 17 bilhões e se tornará uma das principais impulsionadoras da economia pernambucana.

De acordo com a Fiat Chrysler, a fábrica Jeep de Goiana será a mais moderna do grupo, com a capacidade de injetar, no mercado da América Latina, 250 mil veículos por ano. A economista Tânia Bacelar, da Consultoria Econômica e Planejamento (Ceplan), afirmou que a chegada do polo automotivo e os investimentos subsequentes terão um impacto enorme no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não só de Goiana, como em Pernambuco como um todo.

O estudo mostra que, no início da produção dos veículos, a demanda será de 8 mil trabalhadores; outras áreas da economia na região, como o polo farmacoquímico e o polo de bebidas devem gerar mais de 4 mil empregos diretos. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto, esteve presente ao fórum e, otimista, assegurou que os investimentos em Goiana descortinarão novas oportunidades e contribuirão para o reequilíbrio da economia nacional.

“Em meio a essas dificuldades, podemos atuar para construir um ambiente melhor para as empresas. Lutar pela desburocratização, pela melhoria no ambiente da tributação, trabalhar numa agenda de inovação. Podemos constatar as transformações dos últimos anos em Pernambuco. Vamos celebrar a esperança, a crença no Brasil e em Pernambuco”, pontuou o ministro.

Fragilidades a serem contornadas

No levantamento realizado pela Fecomércio, algumas carências foram apontadas como desafios para os empreendedores de Goiana e de municípios como Itapissuma, Igarrasu, Itaquitinga e Aliança. Limitações na oferta de mão-de-obra qualificada, informalidade dos estabelecimentos e dificuldades destes locais em se credenciarem como fornecedores das grandes empresas foram algumas das dificuldades a serem enfrentadas.

Entre as recomendações feitas pelo estudo estão o financiamento, registro e formalização dos negócios locais, através de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal. Entidades de capacitação profissional, como Instituto Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e o Instituto Euvaldo Lodi (IEL-PE), também podem intervir no processo, principalmente, para a consolidação da mão-de-obra local.

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