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30/09/2021 às 13h14m - Atualizado em 01/10/2021 às 00h28m

Duas pessoas são presas em operação do Ministério Público de PE que investiga esquema de sonegação de cerca de R$ 30 milhões em impostos em Pernambuco

Celulares, dinheiro e documentos foram apreendidos no Grande Recife e no interior, segundo MPPE. Sefaz identificou técnico em contabilidade responsável por abrir empresas de fachada.

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Duas pessoas foram presas, nesta quinta-feira (30), dentro da Operação Hydra, desencadeada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em conjunto com outros órgãos contra um esquema de sonegação fiscal envolvendo uso de empresas de fachada e "laranjas".

Segundo o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPPE, o valor desviado é de cerca de R$ 30 milhões em sonegação. As prisões aconteceram em Paulista, no Grande Recife, e em Gravatá, no Agreste. Os nomes dos detidos não foram divulgados.

A Secretária da Fazenda do estado (Sefaz) apontou que um técnico em contabilidade vinha constituindo sistematicamente empresas, por meio de “testas-de-ferro”, com a finalidade principal de gerar créditos fiscais irregulares do ICMS e, assim, sonegar impostos.

Em nota, o promotor de Justiça Russeaux Araújo explicou que os criminosos abriam empresas de fachada para gerar créditos fictícios, ao invés de pagar os impostos. Para isso, eles utilizavam “laranjas” como empregados e parentes no quadro societário, para se desviar da responsabilidade tributária.

Ao todo, são 11 pessoas e sete empresas investigadas por suspeita de envolvimento nos delitos, sendo uma delas uma distribuidora de água, apontou o Gaeco. A ação teve também apoio das polícias Militar e Civil.

Na operação desta quinta, foram emitidos 20 mandados de busca e apreensão, além dos dois de prisão preventiva, para dar continuidade às investigações iniciadas há um ano e, entre outros pontos, identificar se o prejuízo aos cofres públicos é maior.

Houve apreensão de aparelhos celulares dos alvos da operação, dinheiro em espécie, armas, computadores, comprovantes de pagamento, livros de movimentação contábil, contratos, escrituras de bens e outros documentos.

Os mandados foram cumpridos em empresas e residências no Recife, nos bairros Santo Amaro, Ipsep e Paramirim; em Jaboatão dos Guararapes, nos bairros Curado, Marcos Freire e Candeias; em Olinda, no bairro de Casa Caiada; e no município de Paulista, no bairro de Nossa Senhora do Ó, além de Caruaru, Gravatá, Sairé e Abreu e Lima.

As duas pessoas presas foram encaminhadas para audiência de custódia e, em seguida, levadas para o Centro de Triagem (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife, segundo o MPPE.

G1 PE

 
 

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