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16/04/2026 às 05h02m - Atualizado em 16/04/2026 às 20h23m

Bebê morre após nascer em maternidade do Recife e família denuncia negligência médica

Parentes afirmam que cesariana foi realizada com atraso, após complicações; unidade diz que seguiu protocolos e aponta malformação congênita grave

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Uma bebê morreu cerca de 50 minutos após o nascimento na maternidade do CISAM, localizada no bairro da Encruzilhada, na Zona Norte do Recife. A família da criança denuncia possível negligência médica no atendimento prestado à mãe, de 28 anos, enquanto a unidade de saúde afirma que seguiu os protocolos e atribui a morte a uma malformação congênita grave.

Segundo os familiares, a gestante, que estava com 40 semanas, deu entrada na unidade no dia 6 com quadro de infecção urinária. O parto normal estava previsto para o dia 10, mas, de acordo com o relato, não foi realizado. A cesariana só teria acontecido no dia 12. Após o nascimento, a bebê não resistiu e morreu em menos de uma hora.

A mãe relata que passou dias sentindo dores intensas e chegou a apresentar sangramento durante a internação. “Teve um dia que eu dei um grito no meio do corredor porque não estava aguentando mais de dor. Eu não conseguia nem andar direito”, afirmou. Ela também disse que recebeu medicação para dor, mas não percebeu evolução no quadro clínico.

A família sustenta que houve insistência na realização de parto normal e que a cesariana só foi feita após agravamento da situação, o que, na avaliação dos parentes, pode ter contribuído para o desfecho.

Por outro lado, o diretor médico da unidade, Olímpio Moraes, negou irregularidades no atendimento. Segundo ele, a gravidez era considerada de baixo risco e a paciente foi internada para tratar uma infecção urinária, que foi controlada antes da decisão pelo parto.

De acordo com o médico, após a conclusão do tratamento, foi indicada a indução do parto normal, considerada a melhor opção clínica. A cesariana foi realizada de forma eletiva no dia 12, seguindo os protocolos da unidade.

Ainda segundo o diretor, a causa da morte da bebê foi uma cardiopatia congênita grave, considerada incompatível com a vida. Ele afirmou que, embora exames de ultrassom normalmente consigam identificar esse tipo de condição, há casos em que o diagnóstico não é possível durante o pré-natal.

A unidade informou que a maioria dos exames foi realizada fora do hospital, mas confirmou que ao menos um ultrassom feito no próprio CISAM também não detectou a malformação. Ao todo, a gestante realizou seis exames ao longo da gravidez.

O caso deve ser analisado pela equipe médica da unidade para verificar se houve alguma inconsistência nos procedimentos adotados. A morte da recém-nascida gerou comoção entre os familiares, que cobram esclarecimentos sobre o atendimento prestado.

 

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