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14/12/2018 às 12h30m - Atualizado em 16/12/2018 às 09h44m

Em Itambé, escola celebra professor finalista de prêmio mundial de educação

Pernambucano Jayse Ferreira é um dos 50 finalistas de prêmio internacional que reconhece trabalhos inovadores de professores

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Logo cedo, na seta-feira (14), pela manhã, alunos e professores da Escola de Referência em Ensino Médio Frei Orlando, localizada em Itambé, município da Zona da Mata Norte pernambucana, tomaram um susto com um buzinaço na frente da unidade de ensino. O motivo do barulho: Jayse Antônio Ferreira, 38 anos, que leciona artes, foi anunciado como um dos 50 finalistas do Prêmio Global Teacher Prize 2019, organizado pela OBG britânica Varkey Foundation. Ele concorreu com mais de 10 mil docentes de 179 países do mundo. As informações são de Margarida Azevedo/JC Oline.

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A notícia para a comunidade escolar foi dada pelo também professor Eliezer Queiroz, 50, que divide com Jayse as alegrias, conquistas e desafios do magistério. O resultado saiu na noite de quarta-feira. “Fiz questão de ir na casa de Jayse às 6h30 dar um abraço de parabéns. E levei-o até a escola, buzinando para chamar a atenção para a conquista dele”, contou Eliezer Queiroz. A reação dos estudantes e funcionários não poderia ser outra: Jayse foi aplaudido por todos e passou o dia sendo cumprimentado.

O prêmio está na quinta edição e é considerado o “Nobel da Educação”. O vencedor ganhará um milhão de dólares e será conhecido durante o Fórum Global de Educação e Habilidades, em Dubai, nos Emirados Árabes, em março. Do Brasil, além de Jayse, está na final a professora paulista Débora Garofalo, que ensina tecnologia na periferia de São Paulo. Nos dois últimos anos, outros dois brasileiros participaram, porém não ficaram em primeiro lugar: Wemerson Nogueira, do Espírito Santo, e Diego Lima, de São Paulo.

“Estar na final me deixa muito feliz. Mostra que estou no caminho certo. Fui aluno de escola pública e hoje ensino na rede pública. Apesar das adversidades, conseguimos fazer um bom trabalho. Não é fácil, nadamos contra a maré, mas mostramos que é possível ter qualidade na escola pública”, comentou Jayse Ferreira. “Busco inovar nas minhas aulas. Sempre me coloco no lugar do aluno e penso como sair da rotina, como tornar o assunto atrativo”, explicou.

Entre os itens observados pela ONG britânica para definir os finalistas estão o emprego de práticas educacionais inovadoras, que proporcionem resultados e impactos na comunidade e promovam cidadania nos alunos. Os concorrentes podem se inscrever no prêmio (foi o caso de Jayse) ou serem indicados. Segundo a entidade inglesa, os candidatos são julgados “com base em um rigoroso conjunto de critérios para identificar um professor extraordinário que tenha contribuído de maneira notável para a profissão”. 

RECONHECIMENTO

O trabalho de Jayse Ferreira já foi reconhecido nacionalmente duas vezes. Em 2014, ele ganhou o 8º Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação (MEC), na categoria ensino médio. A honraria se deu por causa do projeto Eu sou uma obra de arte: etnias do mundo. Por meio de fotografias dos alunos, representando várias raças e nacionalidades, ele resgatou a autoestima dos estudantes. O trabalho extrapolou os muros da escola e envolveu a cidade de Itambé.

Ano passado, na 10ª edição do mesmo prêmio, Jayse Ferreira ficou em primeiro lugar na categoria inovação “Estímulo ao uso de tics no processo de inovação educacional”. Dessa vez, o projeto vencedor foi o Vamos enCURTAr essa história?. Preocupado com o alto índice de alcoolismo entre os jovens de Itambé, ele propôs uma reflexão sobre o assunto, a partir da realização de curtas-metragens, escritos e produzidos pelos alunos, que se inspiraram em Harry Potter, Percy Jackson, Minecraft e LOL (League of Legends).

 

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