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19/12/2018 às 10h33m - Atualizado em 19/12/2018 às 16h13m

Casamento coletivo celebra união de casais LGBT no Recife

A cerimônia que uniu 14 casais teve início por volta das 19h30 com a cantora Fafá de Belém interpretando a música 'Ave Maria'

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A noite foi de amor e realização para 14 casais LGBTQ+ que se uniram em casamento, na noite desta terça-feira (18), na Rua Cassimiro, em Santo Amaro, região central do Recife. O evento aconteceu no meio da rua, em frente ao Restaurante Altar Ancestral, e foi organizado por Carmen Virgínia e por Pai Everaldo, sócios do estabelecimento. A união coletiva também contou com a parceria do Instituto Papai e da colaboração de 90 cerca de voluntários. 

A cerimônia teve início por volta das 19h30 com a cantora Fafá de Belém interpretando a música "Ave Maria". "Muita tolerância e muita paz. Somente o amor é capaz de unir esse País", disse a cantora. Aos poucos, os 14 casais que chegavam de limousine se aproximavam do altar onde estava Pai Everaldo e Carmem Virgínia, que oficiaram a cerimônia. “As bênçãos serão dos orixás porque, como sacerdotes, podemos fazer casamentos igual a padres e pastores. Como (o candomblé) é uma religião que sempre foi de acolhimento para a população LGBT, decidimos que essa seria a nossa forma de fazer oposição”, explicou Carmem, que também é Iabassê, ou seja, a responsável pelo preparo dos alimentos sagrados no candomblé. No evento, antes de adentrar ao altar, os noivos retiravam os sapatos. Este gesto foi solicitado pelo pai de santo, para que o local fosse purificado.

Um dos casais presentes foi Anderson Venâncio, de 26 anos, e Guilherme Sionatto, 29. Os rapazes se conheceram há cinco meses e aproveitaram a oportunidade. "Só de saber que a gente está sendo resguardado pelos nossos direitos civis e abençoado pela cerimônia do candomblé, já fortalece a causa", comentou Guilherme. Já Juliana Veloso, 30, e Rafaela Soares, 32, namoravam há nove anos e um mês e, enfim, se casaram. "Planejávamos casar no ano que vem mas surgiu essa oportunidade e resolvemos adiantar. Vamos comemorar em um churrasco com amigos. Lua de mel só ano que vem", disse Juliana.

Plateia

A união, celebrada a céu aberto, foi acompanhada por convidados dos noivos e por uma centena de moradores do local. Dentre eles estava Seu Mário Roberto, 64, que, de frente de casa e na companhia dos três netos, observava a celebração. "Eu acho ótimo e válido. Meus vizinhos estão naquela mesa. É a primeira vez que uma cerimônia assim acontece aqui. Antes, só Carnaval e quadrilha (de São João)".

A decisão de celebrar o casamento, segundo Cármem Virgínia, veio do medo de muitos casais de não poderem oficializar a união, caso o governo que vai assumir em 2019 faça mudanças na legislação. No Brasil, o casamento homoafetivo não é lei, mas uma jurisprudência. Após dizerem o ''sim'' e jogarem o buquê, os noivos foram recebidos em uma recepção montada dentro do restaurante. Parte dos bolos, doces e da decoração foi doado pelos voluntários. "Que Deus esteja presente, que Deus os conforte e que Deus os abençoe", finalizou Pai Everaldo.

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